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Linha de tempo

A história de John Deere, ferreiro e inventor, anda de mãos dadas com a colonização e desenvolvimento da região centro-oeste dos Estados Unidos, uma área que os colonos do século XIX consideravam uma terra prometida paradisíaca. Desde 1837, toda a história da John Deere enquanto empresa tem sido uma história de pessoas, lugares e produtos que reflectem os nossos valores fundamentais de integridade, qualidade, empenho e inovação.

1837 - 1869

1837 Na sua forja em Grand Detour, no Illinois, John Deere cria um arado de aço polido que permite aos agricultores pioneiros abrirem sulcos precisos no solo peganhento das pradarias da região centro-oeste.

1838 O ferreiro John Deere transforma-se no fabricante John Deere. Mais tarde, decide construir 10 arados em 1839, 75 em 1841 e 100 em 1842.

1843 Deere e Leonard Andrus tornam-se "sócios na arte e ofício da forja, construção de arados e todas as coisas afins…"

1848 O negócio crescente dos arados muda-se para Moline, no Illinois, 120 km a sudoeste de Grand Detour. Moline tem para oferecer energia hidráulica e vantagens a nível de transporte. Deere escolhe um novo sócio, Robert N. Tate, que se muda para Moline e, até 28 de Julho, eleva as vigas da forja de três andares.

1850 Empresa chamada Deere, Tate & Gould.

1852 Deere compra a parte dos seus sócios. Durante os 16 anos que se seguem, a empresa é conhecida por vários nomes: John Deere, John Deere & Company, Deere & Company e Moline Plow Manufactory.

1853 Charles, de 16 anos, único filho vivo de Deere, entra para a empresa como contabilista depois de tirar um curso comercial em Chicago.

1858 A empresa vacila durante um período de pânico financeiro a nível nacional. As manobras para evitar a falência incluem mudanças de proprietários e a nível da organização da gestão. John Deere continua a ser o presidente, mas o poder de gestão passa para Charles Deere, com 21 anos. Durante os 49 anos seguintes, será ele a dirigir a empresa.

1861 Começa a Guerra Civil. Os agricultores da região centro-oeste e os seus fornecedores prosperam durante os anos da guerra, uma vez que a procura por parte do Exército e o fracasso das culturas europeias fazem subir os preços dos alimentos agrícolas. Durante a guerra, desenvolve-se uma agricultura em grande escala na região centro-oeste. Dá-se um aperfeiçoamento da maquinaria agrícola, permitindo a expansão, mesmo a nível dos pequenos agricultores.

1864 John Deere regista a primeira patente da empresa relacionada com os moldes utilizados no fabrico de arados de aço. Segue-se outra ao fim de alguns meses e uma terceira um ano depois.

1868 Após 31 anos como empresa colectiva ou individual, é criada uma sociedade com o nome Deere & Company. Os accionistas começam por ser quatro mas, dentro de um ano, passam a seis. Charles e John Deere são detentores de 65 por cento do capital.

1869 Charles Deere e Alvah Mansur estabelecem a primeira sucursal, a Deere, Mansur & Co., em Kansas City. Distribuidora semi-independente dos produtos Deere numa determinada área geográfica, essa sucursal é precursora dos actuais departamentos e regiões de vendas de equipamentos agrícolas e industriais da empresa.

1870 - 1899

1873 O Pânico de 1873, desencadeado pela falência de uma instituição bancária de Nova Iorque, dá início à Depressão da década de 70 do século XIX. John Deere é eleito presidente da câmara de Moline e cumpre dois anos de mandato.

1875 Gilpin Moore desenvolve o arado Gilpin Sulky. O agricultor passa a poder trabalhar sentado em vez de o fazer em pé e o arado torna-se um dos produtos mais bem sucedidos da empresa no século XIX.

1876 Perante o declínio das perspectivas de negócio e a subida em flecha das dívidas, a empresa institui um corte de 10 por cento nos salários. Uma pequena greve chega ao fim e os empregados voltam ao trabalho nas condições impostas pela empresa. É registada a marca registada do "cervo empinado".

1877 É formada a Deere & Mansur Company, em Moline, com a missão de fabricar semeadores de milho. Organização independente da sucursal com nome semelhante em Kansas City, torna-se parte da Deere & Company em 1909.

1878 O arado Gilpin Sulky derrota 50 outros arados num ensaio de campo na Exposição Universal de Paris, conquistando o jarrão Sèvres destinado ao primeiro lugar, avaliado em 1000 francos. No ano seguinte, as vendas unitárias sobem para 5198, atingindo um auge de 7824 em 1883.

1880 Os vagões entram na linha de produtos nessa mesma década, seguidas de perto pelas carroças. Até ao final do século, os catálogos da empresa passam a incluir os vagões Old Hickory, New Moline e Mitchell, bem como as carroças Derby, Red Star, White Elephant, Victoria, Goldsmith e Sterling.

1882 Os semeadores de milho da Deere & Mansur Company, que utilizam um inovador mecanismo rotativo de semeadura, geram lucros de 48 000 mil dólares.

1883 Os cinco produtos mais vendidos entre 1879 e 1883 são os arados manuais, os Gilpin sulkies, os cultivadores, os arados de pá e as grades. Os arados manuais são responsáveis por mais vendas unitárias (224 062) do que os outros quatro produtos juntos.

1886 John Deere morre em Moline aos 82 anos.

1888 Os tractores a vapor aparecem nas quintas americanas durante a década de 80 do século XIX. A Deere fabrica arados polifólios que podem ser puxados por tractores, mas não os tractores. A "Era do Vapor" dura cerca de 30 anos, até que o "gigante que cospe fumo" é substituído pelo tractor a gasolina.

1890 O conselho de administração da Deere recomenda a venda da empresa. Uma associação britânica e outros pretendentes aparecem, mas as negociações falham e a empresa conserva a sua independência. É aprovada a lei Sherman "Antitrust". Entre outras coisas, a lei torna ilegal a concertação de preços através de associações de comércio.

1892 Katherine, filha de Charles Deere, casa-se com William Butterworth, que virá a suceder a Charles como CEO da empresa. Anna, filha de Charles, casa-se com William D. Wiman. O filho do casal, Charles Deere Wiman, virá a suceder a Buttterworth.

1893 O Pânico de 1893, desencadeado por um colapso do Mercado de Valores de Nova Iorque, dá início à pior Depressão do século XIX.

1894 O país é varrido pela loucura das bicicletas. Os catálogos promovem a Deere Leader, a Deere Roadster e a Moline Special. A moda desvanece-se no espaço de alguns anos. (Na década de 70 do século XX, a empresa volta, por um breve período, ao negócio das bicicletas).

1895 Estreia da publicação "The Furrow". Esta torna-se uma das mais proeminentes revistas agrícolas do mundo.

1900 - 1929

1903 George Mixter, superintendente da fábrica de arados, convence a empresa a instalar extensos controlos ambientais no compartimento de moagem.

1907 Morre Charles Deere. William Butterworth, genro, torna-se CEO. A empresa cria um plano de pensões não contributivo para empregados com 20 ou mais anos de serviço e idade superior a 65 anos.

1910 Os directores lançam uma grande remodelação. O seu objectivo consiste em criar uma entidade consolidada controlada pelo conselho de administração da Deere & Company. O plano unifica fábricas e sucursais, antecipa aquisições e centraliza o planeamento contabilístico e financeiro.

1911 Pela primeira vez, a empresa emite 400 000 acções privilegiadas. As acções são listadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque no ano seguinte.

1912 Surge a Deere & Company moderna. É constituída por 11 entidades fabricantes nos Estados Unidos e uma no Canadá, além de 25 organizações de vendas: 20 nos Estados Unidos, incluindo um departamento de exportações, e cinco no Canadá. A empresa dirige também uma serração e é proprietária de 16 888 hectares de terras para produção de madeira nos estados de Arkansas e Louisiana. A Harvester Works é construída na região leste de Moline.

1918 A Deere compra a empresa que fabrica os tractores Waterloo Boy. O tractor virá a tornar-se o seu produto elementar. Embora, nesse ano, sejam vendidos 5634 Waterloo Boys, a Ford Motor Company vende 34 167 tractores Fordson. Termina a I Guerra Mundial. Dos 1611 empregados da Deere que serviram na guerra, morreram 37.

1919 O tumulto laboral espalha-se pelo país. Uma azeda greve de três meses pelo direito à formação de um sindicato tem lugar em Waterloo. É o mais grave conflito que a Deere já experimentou a nível da relação com os seus empregados. A greve termina com a Deere a permanecer contra o sindicato.

1920 A economia cai a pique. As falências de explorações agrícolas sobem em flecha à medida que a "Época Áurea" da agricultura chega ao fim. Nomes famosos, incluindo a General Motors, retiram-se do negócio dos tractores. A FTC (Entidade Federal para a Concorrência) acusa os fabricantes de acessórios de concertação de preços.

1921 Continuam os tempos difíceis. À diminuição do volume de negócios, segue-se um grande número de despedimentos. As vendas do tractor Waterloo Boy sofrem uma incrível queda, de 5 045 unidades no ano anterior para 79. Os salários daqueles que ainda têm trabalho sofrem cortes de, pelo menos, 10 por cento.

1923 A Deere lança o modelo "D". Um sucesso desde o início e o primeiro tractor de dois cilindros construído em Waterloo com o nome John Deere, viria a permanecer na linha de produtos durante 30 anos.

1925 Inicia-se a fase de projecto do tractor "GP" (de Utilização Geral), a resposta da Deere ao IH-Farmall.

1926 Os excedentes agrícolas da década de 20 do século passado tornam-se um problema cada vez maior.

1927 A empresa fabrica uma ceifeira-debulhadora, a John Deere No. 2. Um ano depois, os catálogos anunciam a John Deere No. 1, uma máquina mais pequena e popular. Até 1929, a No. 1 e a No. 2 são substituídas por versões mais recentes e leves.

1928 William Butterworth é eleito presidente da Câmara do Comércio dos Estados Unidos. Charles Deere Wiman passa a ser a autoridade máxima a nível de gestão da empresa.

1929 O "GP" Wide-Tread, um tractor para culturas em fileiras, entra no mercado. É o primeiro tractor da Deere com triciclo dianteiro para encaixe entre duas fileiras e um eixo traseiro suficientemente largo para abarcar duas fileiras entre as rodas.

1930 - 1959

1930 As consolidações deixam apenas sete empresas com gamas completas de equipamentos agrícolas: a John Deere, a IH, a Case, a Oliver, a Allis-Chalmers, a Minneapolis-Moline e a Massey-Harris. A Deere e a IH dominam a maior parte das categorias de produtos.


1932 A Grande Depressão intensifica-se, obrigando a despedimentos em massa, cortes nos salários e pensões, redução dos horários de trabalho e ao fim temporário das férias remuneradas. O Thrift Plan, uma inovação da década de 20 do século passado a nível de poupança, alivia o fardo suportado por alguns empregados. A John Deere mantém o seguro colectivo para desempregados, baixa as rendas dos alojamentos fornecidos pela empresa e dá início a projectos de "produção de trabalho".


1933 Os negócios estão praticamente parados. As vendas caem para 8,7 milhões de dólares. Embora esteja a perder dinheiro, a empresa decide apoiar os agricultores devedores o tempo que for necessário, fortalecendo ainda mais a sua lealdade.


1934 Apesar da Depressão, a empresa põe a ênfase no desenvolvimento de produtos. Inicia-se a produção do tractor modelo "A". Em 1935, segue-se o modelo "B", semelhante, mas de dimensões mais reduzidas. Torna-se o tractor mais popular da história da empresa e permanece na linha de produtos até 1952.

1935 A John Deere, forte em tractores de rodas, e a Caterpillar, dominante em tractores de lagartas, unem forças para venderem os produtos uma da outra, especialmente na Califórnia. A ligação, a princípio forte, enfraquece com o tempo e acaba por se desfazer em meados da década de 60 do século passado.

1938 Henry Dreyfuss, designer industrial, em colaboração com os engenheiros da Deere, confere aos tractores "A" e "B" um aspecto mais aerodinâmico. A partir de então, a preocupação com um design atraente junta-se aos valores de utilidade que são marcos dos produtos John Deere.

1939 Começa a II Guerra Mundial. De 1936 a 1946, após a alteração do estilo por Henry Dreyfuss, dá-se um enorme crescimento das vendas dos tractores da série modelo "L", construídos na Wagon Works, em Moline.

1940 A mecanização avança. O tamanho das quintas americanas aumenta; a mão-de-obra rural diminui. No dealbar da década, existem cerca de 1,6 milhões de tractores em utilização: quase o dobro do total de 1930.

1942 Charles Deere Wiman aceita o posto de coronel no Exército. Burton Peek sucede-o como presidente interino da empresa. Antes de voltar à Deere, em 1944, Wiman dirige por um breve período a secção de maquinaria e equipamento agrícola da Comissão de Produção de Guerra.

1943 Durante a guerra, a Deere fabrica tractores militares, munições, peças para aeronaves, unidades de carga e unidades móveis de lavandaria.

1945 O tradicional paternalismo empresarial esmorece à medida que os trabalhadores das fábricas John Deere apoiam os sindicatos. A negociação colectiva de salários e as condições de trabalho substituem um padrão de negociação individual que durou 105 anos.

1947 A nova fábrica John Deere Dubuque Works constrói o tractor modelo "M". Dois anos depois, o "M" passa a estar disponível com um chassis de lagartas e recebe a designação de "MC". Isso prenunciará o aparecimento da Divisão Mundial de Equipamentos de Construção. Ao ser-lhe acrescentada uma lâmina dianteira, transforma-se num bulldozer.

1948 A Deere Des Moines Works transforma material de guerra em material agrícola. Antiga fábrica de munições adquirida ao Governo, produz colhedoras de algodão e ferramentas de cultivo. Acabará por vir a produzir também arados.

1949 O tractor modelo "R", primeira unidade da Deere com alimentação a diesel, entra em fase de produção.

1953 O modelo 70 é lançado como o maior tractor de culturas em fileiras até à data. Inicialmente disponível com motor a gasolina, com alimentação por qualquer combustível ou GPL (gás de petróleo liquefeito) virá a tornar-se no primeiro tractor a diesel para culturas em fileiras.

1955 William A. Hewitt é eleito presidente e, mais tarde, CEO, a seguir à morte do sogro, Charles Deere Wiman. Virá a dirigir a empresa durante os próximos 27 anos, e será o último representante da família Deere a fazê-lo.

1956 A empresa caminha no sentido de se tornar uma multinacional. A empresa decide construir uma fábrica de montagem de pequenos tractores no México e adquirir uma participação maioritária numa fábrica alemã de tractores e ceifeiras com uma presença modesta em Espanha. Nos anos seguintes, seguirá para a França, a Argentina e a África do Sul.

1958 A John Deere Credit Company, que financia aquisições de equipamentos John Deere dentro do país, entra em funcionamento.

1959 A empresa lança o 8010, um gigante de 10 toneladas, com 215 cavalos de potência e alimentado a diesel: o maior tractor que alguma vez construiu. São vendidas apenas umas quantas unidades. O primeiro-ministro soviético Krushchev visita a Des Moines Works.

1960 - 1989

1961 Em Rosario, na Argentina, um novo plano de fabrico de tractores e acessórios aproxima-se da sua conclusão. Em Saran, perto de Orleães, em França, inicia-se a construção de uma nova fábrica de motores. Em Moline, começa a construção do Centro Administrativo da Deere & Company.


1962 A John Deere assinala o seu 125º aniversário. Começa a construção de um centro de engenharia de produtos em Dubuque, no Iowa. A empresa adquire uma participação maioritária na South African Cultivators, uma empresa dedicada ao fabrico de acessórios agrícolas perto de Joanesburgo.


1963 A John Deere ultrapassa a IH, tornando-se na maior produtora e vendedora de tractores e equipamentos agrícolas e industriais do mundo. A empresa aventura-se no mercado de consumo e decide produzir e vender tractores para relvados e jardins, além de alguns acessórios como cortadores de relva e sopradores de neve.


1964 É inaugurado o Centro Administrativo da Deere & Company. Projectado por Eero Saarinen, virá a conquistar um grande número de prémios arquitectónicos. Os objectivos da empresa e os princípios subjacentes às suas políticas elementares são delineados nos "Boletins Verdes".

1966 Um ano de sucesso. Pela primeira vez, as vendas totais ultrapassam os mil milhões de dólares. A receita atinge um auge de 78,7 milhões de dólares. Pelo quarto ano consecutivo, é batido o recorde de vendas de equipamento agrícola. Nas vendas de equipamento industrial, regista-se o maior aumento de sempre de um ano para outro. As vendas de equipamentos para relvados e jardins aumentam 76 por cento. O emprego bate o recorde a nível mundial.

1967 É inaugurado o primeiro departamento de vendas industriais, em Baltimore.

1969 As vendas totais estagnam devido, essencialmente, a uma redução das vendas de equipamento agrícola. As operações no estrangeiro expandem-se, mas não geram lucro. É criado o John Deere Insurance Group.

1970 A Deere reorganiza a sua estrutura de gestão de modo a reflectir a diversificação crescente. Surgem três divisões de funcionamento: Equipamentos Agrícolas e Produtos de Consumo, EUA e Canadá; Equipamentos Agrícolas e Produtos de Consumo no Estrangeiro e Equipamentos Industriais, com responsabilidades a nível mundial.

1971 O slogan "Nothing Runs Like a Deere" (Nada se mexe como um Deere) anuncia motos de neve, um novo produto da John Deere Horicon Works. O slogan é mais duradouro do que a linha das motos de neve, vendida em 1984.

1972 Quatro novos modelos de tractor de "2ª Geração" com cabinas de operador—carroçarias Sound-Gard —chegam ao mercado. As vendas de equipamentos agrícolas excedem os mil milhões de dólares.

1974 Continua uma procura sem precedentes de produtos John Deere - especialmente, de equipamentos agrícolas - mas há faltas de capacidade e não só. A inflação faz subir os custos. A empresa dá início ao seu maior programa de expansão. Até 1979, são gastos mais de mil milhões de dólares em novas instalações.

1975 A John Deere Davenport Works, situada em Davenport, no Iowa, entra em funcionamento para fabricar componentes de equipamento industrial.

1977 Um acordo com a fábrica japonesa Yanmar autoriza a venda de pequenos tractores com o nome John Deere. É estabelecido um centro de engenharia de produtos actualizado em Waterloo.

1979 O emprego atinge um auge 65 392. As vendas superam os 5 mil milhões de dólares e a receita, de 310 milhões, sendo que ambos os valores constituem recordes.

1980 É apresentada uma colhedora de algodão de 4 fileiras, a primeira da indústria. Os testes em campo indicam que esta aumenta a produtividade do operador em 85 a 95 por cento.

1981 A John Deere Tractor Works, em Waterloo, torna-se plenamente operacional. Conquista um prémio por excelência na utilização de computadores na produção nos Estados Unidos.

1982 Robert A. Hanson sucede ao presidente reformado, William A. Hewitt.

1983 Uma grave recessão, a seguir à inflação galopante da década de 70 do século passado, reduz a necessidade e a capacidade de os agricultores e construtores investirem em equipamentos novos. As condições difíceis para os negócios continuam durante a maior parte da década.

1985 É formada a John Deere Health Care, Inc. Até ao final do século, a Heritage National Healthplan, sua filial, transforma-se numa instituição de prestação de cuidados de saúde para mais de 700 empregados e mais de 400 000 membros em cinco estados.

1986 Uma greve de 163 dias nos Estados Unidos afecta gravemente a produção. No final do ano, o total de emprego é de 37 481, uma redução de 43 por cento em relação aos 65 392 que constituíram o auge de 1979. No resto do país, o emprego continua abaixo dos 40 000.

1987 A Deere celebra o seu 150º aniversário. Os contínuos baixos rendimentos agrícolas e a diminuição das vendas da Deere conduzem a um prejuízo líquido de 99 milhões de dólares.

1988 A economia recupera após seis anos de recessão durante os quais os agricultores, concessionários e empresas de equipamentos mais fracos vão à falência. As vendas da Deere & Company sobem 30 por cento em relação a 1987. Os lucros, a seguir a dois anos de prejuízo, excedem os 315 milhões de dólares, o que constitui um recorde. É formado um empreendimento conjunto com a empresa japonesa Hitachi, para montagem de escavadoras nos Estados Unidos.

1989 Aquisição da Funk Manufacturing Company, fabricante de componentes de conjuntos propulsores.

1990 - Actualidade

1990 Hans W. Becherer, presidente desde 1987 e CEO desde 1989, é eleito presidente depois de Robert Hanson se reformar.


1991 As operações relacionadas com equipamentos para relvados e solos nos Estados Unidos e Canadá formam uma divisão independente. Desde 1970, faziam parte das operações relacionadas com equipamentos agrícolas. A empresa adquire a SABO, fabricante europeia de cortadores de relva.


1992 É lançado um programa para incentivar a instalação de estruturas de protecção contra capotamento e cintos de segurança nos tractores mais antigos. Em 1966, a John Deere introduziu os primeiros dispositivos de protecção contra capotamento comercialmente disponíveis para tractores, cedendo posteriormente a patente ao sector sem quaisquer custos. Pela primeira vez, a empresa estabelece oito unidades estratégicas de negócios.


1993 Os novos tractores das séries 5000, 6000 e 7000 fazem subir a quota de mercado na América do Norte e na Europa. Entre 20 concorrentes na Alemanha, a Deere ocupa o terceiro lugar em vendas de tractores. Pela primeira vez, as vendas de equipamentos para relvados e jardins ultrapassam os mil milhões de dólares.


1995 Segundo o relatório anual, o forte desempenho da Deere "mostra que a Deere & Company se transformou numa nova empresa em todos os aspectos importantes". Eis alguns dos motivos referidos: liderança em tecnologia dos produtos, forte ênfase na qualidade e aperfeiçoamento da estrutura de custos e gestão de activos.

1997 As vendas no estrangeiro ultrapassam os 3 mil milhões de dólares, um valor superior ao total de vendas da empresa em todo o período anterior aos meados da década de 70 do século passado. A empresa obtém participação numa empresa chinesa fabricante de ceifeiras-debulhadoras. O Pavilhão John Deere, com exposições de equipamento e ecrãs interactivos, é inaugurado na baixa de Moline.

1998 Apesar da debilidade do sector agrícola no final do ano, as vendas nesse mesmo sector batem o recorde. Pela primeira vez, a receita líquida da empresa chega aos mil milhões de dólares. Aquisição da Cameco Industries, produtora de equipamentos para colheita de cana-de-açúcar. Começam os trabalhos numa nova fábrica de tractores em Pune, na Índia.

1999 Embora financeiramente complicado, o ano de 1999 é um ano de progresso para a John Deere. Além de a empresa registar lucros significativos na face da grande recessão da economia agrícola, as acções implementadas em anos recentes para criar um negócio mais resistente a nível mundial enfrentaram com sucesso o seu primeiro teste rigoroso. É formado o Special Technologies Group.

2000 Hans Becherer reforma-se e Robert W. é eleito CEO. A Deere adquire a Timberjack, produtora mundial de equipamento silvícola. Uma nova fábrica de tractores é inaugurada perto de Pune, na Índia. São estabelecidas instituições de crédito na Argentina e no Brasil. É concedido à John Deere o licenciamento bancário no Luxemburgo, o que confere à empresa a capacidade de crédito para financiar equipamentos em toda a Europa.

2001 É formada a John Deere Landscapes, através da aquisição da McGinnis Farms e da Century Rain Aid.

2003 Através de um acordo com a Home Depot, os cortadores de relva autotransportados são vendidos em canais de massas, pela primeira vez na história da empresa. Pela primeira vez, os pequenos/diversificados programas de fornecimento da Deere, com a marca John Deere, foram classificados como "altamente bem sucedidos" pelo Ministério da Defesa dos Estados Unidos. Impelida pelos ganhos das Divisões de Equipamentos Comerciais e de Consumo e de Construção e Silvicultura da Deere, a receita da empresa duplicou em 2003; as vendas de equipamentos crescem 14 por cento.

2004 A receita anual recorde de 1406 mil milhões de dólares é quase o dobro da de 2003. A Deere & Company anuncia os seus planos para construir uma nova fábrica de tractores em Montenegro, no Rio Grande do Sul, no Brasil. Espera-se que as instalações estejam a funcionar em pleno até á segunda metade de 2006.

2005 A Deere & Company inaugura uma fábrica de montagem de semeadores em Orenburg, na Rússia, e estabelece uma rede de concessionários. A empresa anuncia ainda planos para construir um novo centro de apoio de engenharia e tecnologia da informação perto das instalações do empreendimento conjunto de construção de tractores em Pune, na Índia. A John Deere investe em projectos de energia eólica nas regiões rurais dos Estados Unidos e estabelece uma nova unidade de negócios de energia eólica gerida pela John Deere Credit.

2006 A presença crescente no mercado global contribui para que a receita atinja um recorde de 1,69 mil milhões de dólares; O presidente e CEO Robert W. Lane é considerado "CEO do Ano" pela revista Industry Week. A John Deere Landscapes torna-se o distribuidor grossista número um de materiais de irrigação, estufas, iluminação e paisagismo nos Estados Unidos. É inaugurada a John Deere Tianjin Works, uma nova fábrica de transmissões em Tianjin, na China.

2007 Os accionistas da Deere & Company aprovam um fraccionamento de acções de duas por uma, o que faz com que o número de acções ordinárias aumente para 1200 milhões. Aquisição de uma nova fábrica de tractores em Ningbo, na China. A Deere & Company conclui a sua aquisição da LESCO, Inc., líder no fornecimento de produtos para relvados, paisagismo, campos de golfe e controlo de pragas. A John Deere é escolhida pela revista Ethisphere para a sua lista das 100 Empresas Mais Éticas do Mundo.

2008 A Deere & Company participa em empreendimentos conjuntos com fabricantes de equipamentos de construção na China e na Índia. A Deere anuncia os seus planos para construir um centro de distribuição, peças sobresselentes e formação na Rússia, um Centro Europeu de Tecnologia e Inovação na Alemanha e um gabinete de marketing em Kiev, na Ucrânia. A John Deere Water expande-se com a aquisição, por parte da empresa, das fábricas de produtos de irrigação T-Systems International e Plastro Irrigation Systems.

2009 Samuel R. Allen é nomeado o nono CEO da John Deere. Um novo modelo de funcionamento global combina a tecnologia, a perícia, a experiência, os canais e os investimentos da Divisão Mundial de Equipamentos Agrícolas e da Divisão Mundial de Equipamentos Comerciais e de Consumo numa só unidade, designada Divisão de Produtos Agrícolas e Relvados. É formado um empreendimento conjunto na Índia com a Ashok Leyland Limited, para produção de retroescavadoras e carregadoras com tracção às quatro rodas.